Arruda

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(Fotos: Parque Ecológico da Moçota)

 

Nomes populares: arruda-doméstica, arruda-dos-jardins ou ruta
Nome científico: Ruta graveolens L.
Família botânica: Rutaceae

 

1. Descrição geral da planta

Subarbusto perene, de porte médio, que pode atingir entre 50 cm e 1,20 m de altura. Possui caules ramificados, semilenhosos na base, e folhas compostas, de coloração verde-azulada, divididas em segmentos arredondados, com forte odor característico, considerado por muitos como penetrante e desagradável.

As flores são pequenas, de coloração amarelo-esverdeada, dispostas em inflorescências terminais. Produz cápsulas que se abrem na maturidade, liberando pequenas sementes pretas.

Originária da região do Mediterrâneo, a arruda está amplamente naturalizada no Brasil e em outras partes do mundo, cultivada principalmente por suas propriedades medicinais populares, aromáticas e pela utilização em práticas culturais e simbólicas.

 

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(Fotos: Parque Ecológico da Moçota)

 

2. Usos tradicionais

  • Medicinal popular: utilizada como digestiva, antiespasmódica, vermífuga, anti-inflamatória, cicatrizante, analgésica e estimulante da circulação. Empregada na medicina caseira, com muitos alertas de segurança, para aliviar dores, cólicas, contusões, inflamações e desconfortos digestivos.
  • Uso ritualístico e cultural: muito utilizada em banhos, defumações, amuletos e rituais de proteção, limpeza energética e afastamento de energias negativas, especialmente nas culturas afro-brasileiras, indígenas e populares.
  • Aromática: utilizada em sachês, ramos pendurados e defumações para purificação de ambientes.

 

3. Modo de preparo / receitas caseiras

(Atenção: embora presente na medicina popular, seu uso interno exige cautela, pois contém compostos tóxicos em doses elevadas.)

  • Banho de proteção e limpeza: 2 a 3 ramos em 2 litros de água fervente. Deixar em infusão, coar e utilizar após o banho higiênico.
  • Defumação: ramos secos queimados lentamente, usados para limpeza energética de ambientes.
  • Compressa externa: folhas frescas amassadas aplicadas sobre hematomas e contusões, prática comum no uso popular.

 

4. Curiosidades

  • O nome do gênero Ruta vem do grego “reuo”, que significa “libertar”, em referência ao uso antigo da planta para afastar doenças e más influências.
  • Na Antiguidade, era considerada planta de proteção, sendo usada para afastar maus espíritos e inveja.
  • Na cultura popular brasileira, ainda hoje é muito utilizada em rituais de benzimento e proteção espiritual.
  • Apesar da crença popular, é uma planta com toxicidade reconhecida e seu uso interno é considerado de risco, devendo ser evitado ou feito apenas com acompanhamento profissional especializado.

 

5. Forma de cultivo
Luminosidade: ☑ Sol pleno ☐ Meia-sombra ☐ Sombra (aceita meia sombra mas prefere sol)
Regas: ☐ Diárias ☑ Moderadas ☐ Eventuais (solo levemente úmido, sem encharcar)
Solo: ☐ Argiloso ☑Arenoso ☑ Bem drenado
Outros cuidados: Realizar podas regulares para estimular brotações e manter o porte, multiplicação fácil por estacas de galho ou sementes, e evitar o toque constante, pois pode provocar dermatite de contato em pessoas sensíveis, especialmente sob exposição ao sol (fitofotodermatite).

 

6. Importância ecológica

  • Suas flores atraem insetos polinizadores, como abelhas e pequenos himenópteros.
  • Atua também como planta auxiliar em hortas, funcionando como repelente natural, ajudando a afastar alguns insetos-praga.

 

7. Contraindicações

  • Planta com reconhecida toxicidade. O uso interno deve ser evitado, especialmente por gestantes (pode provocar contrações uterinas e risco de aborto), lactantes, crianças pequenas e pessoas sensíveis.
  • O óleo essencial e os princípios ativos presentes nas folhas podem ser irritantes, neurotóxicos e fotossensibilizantes.
  • O manuseio das folhas sob sol pode causar fitofotodermatite, resultando em manchas e queimaduras na pele.

 

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Referências
HOFFMANN, David. O guia completo das plantas medicinais: ervas de A a Z para tratar doenças, restabelecer a saúde e o bem‑estar. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2020.

 

Última atualização: junho/2025