Beijo
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(Fotos: Parque Ecológico da Moçota)
Nomes populares: beijo-de-frade, beijo-turco, maria-sem-vergonha, não-me-toques, balsamina ou beijo-pintado
Nome científico: Impatiens walleriana Hook.f.
Família botânica: Balsaminaceae
1. Descrição geral da planta
Planta herbácea, anual ou perene em clima tropical, de porte baixo a médio, formando moitas ou touceiras densas, com altura entre 20 cm e 60 cm, dependendo da variedade e das condições de cultivo.
Possui caule suculento, ramificado, de textura macia. As folhas são simples, de formato ovalado a lanceolado, com margens serrilhadas e coloração verde-brilhante.
As flores são muito vistosas, com cinco pétalas arredondadas, podendo ser simples ou dobradas, em uma ampla gama de cores: branco, rosa, vermelho, salmão, lilás, roxo, violeta e variegadas.
O fruto é uma cápsula que, ao amadurecer, explode ao menor toque, lançando as sementes — fenômeno conhecido como deiscência explosiva, responsável por parte dos nomes populares como “não-me-toques”.
Originária do leste da África, especialmente do Quênia, Tanzânia e Moçambique, é amplamente cultivada no mundo inteiro como planta ornamental de jardins e vasos.
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(Fotos: Parque Ecológico da Moçota)
2. Usos tradicionais
- Ornamental: muito utilizada em canteiros, bordaduras, vasos, jardineiras e espaços sensoriais, devido à beleza e variedade de cores das flores e à facilidade de cultivo.
- Medicinal popular (pouco difundido no Brasil): em algumas culturas, folhas e flores são utilizadas de forma externa, como emoliente (amolecer tecidos endurecidos), cicatrizante e calmante para pequenas irritações, mas não possui uso medicinal amplamente reconhecido.
- Aromática: não possui aroma significativo; seu valor é ornamental e sensorial (visual e tátil).
3. Modo de uso / práticas populares
- Uso ornamental: em vasos, canteiros, jardins sensoriais, bordaduras, áreas sombreadas e de meia-sombra.
- Medicinal (pouco comum): uso restrito e local, geralmente na forma de cataplasmas com folhas frescas maceradas, aplicado em pequenos ferimentos, segundo práticas populares em algumas regiões.
4. Curiosidades
- O nome do gênero “Impatiens” vem do latim e significa “impaciente”, referência à cápsula de sementes que explode ao menor toque.
- É popularmente chamada de “maria-sem-vergonha” em algumas regiões do Brasil, devido à facilidade com que espalha suas sementes e cresce espontaneamente.
- Existem cultivares com flores simples, dobradas, miniaturas e de vários tamanhos, muito utilizados em paisagismo.
- É uma das poucas plantas floríferas que florescem bem à sombra, sendo muito valorizada em jardins de meia-sombra e sombra parcial.
5. Forma de cultivo
Luminosidade: ☐ Sol pleno ☑ Meia-sombra ☑ Sombra
Regas: ☑ Diárias ☐ Moderadas ☐ Eventuais
Solo: ☐ Argiloso ☐ Arenoso ☑ Bem drenado
Outros cuidados: Crescimento rápido, com florescimento abundante durante todo o ano em clima tropical, Podas periódicas ajudam a manter a planta compacta e estimulam novas florações, e multiplicação extremamente fácil por sementes ou por estacas de caule, que enraízam rapidamente na água ou no solo
6. Importância ecológica
- Suas flores atraem polinizadores, especialmente abelhas, borboletas e beija-flores, contribuindo para a biodiversidade do jardim.
- As sementes são dispersas mecanicamente, através do rompimento das cápsulas, favorecendo a regeneração natural em ambientes cultivados e espontâneos.
7. Contraindicações
- Planta não considerada tóxica, sendo segura para jardins públicos, hortas sensoriais e espaços educativos.
- A seiva pode causar leve irritação em pessoas muito sensíveis, especialmente se ingerida em grande quantidade, mas não há registros relevantes de toxicidade.
8. Observação taxonômica
O nome científico correto é Impatiens walleriana Hook.f., frequentemente confundida com Impatiens balsamina, que possui porte um pouco maior e flores com formato distinto (mais alongado). No entanto, a Impatiens walleriana é a mais comum em jardins urbanos, sendo a planta popularmente conhecida no Brasil como “beijo” ou “beijo-turco”.




Referências
KINUPP, Valdely Ferreira; LORENZI, Harri. Plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda., 2014.
Última atualização: junho/2025




