Cânfora

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(Foto: Parque Ecológico da Moçota)

 

Nomes populares: losna, erva-de-são-joão, camphora, erva-camphora ou artemísia-do-Brasil
Nome científico: Artemisia camphorata Vill.
Família botânica: Asteraceae (Compositae)

 

1. Descrição geral da planta

Planta herbácea ou subarbustiva, perene, muito aromática, com porte que varia entre 60 cm e 1,50 m de altura, dependendo das condições de cultivo e do manejo. Possui caule ereto, ramificado e de coloração esverdeada a arroxeada.

As folhas são recortadas, penadas, de coloração verde-acinzentada, com textura levemente aveludada, e exalam um aroma forte, com notas de cânfora. As inflorescências são pequenas, discretas, em tons esbranquiçados ou amarelados, reunidas em capítulos, típicos da família Asteraceae.

É uma espécie nativa do Brasil, encontrada principalmente em campos, cerrados e bordas de matas, sendo muito valorizada na medicina popular brasileira.

 

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(Foto: Parque Ecológico da Moçota)

 

2. Usos tradicionais

  • Medicinal popular: utilizada tradicionalmente como digestiva, carminativa (combate gases), vermífuga, antisséptica, antifúngica, cicatrizante, anti-inflamatória e levemente sedativa. Empregada em chás para alívio de desconfortos gastrointestinais, resfriados, cólicas, parasitoses intestinais e dores de cabeça.
  • Uso ritualístico e cultural: utilizada em banhos, defumações e rituais de proteção e purificação energética, especialmente em tradições afro-brasileiras e de benzimentos.
  • Aromática: folhas utilizadas para afastar insetos, perfumar ambientes e compor sachês aromáticos.

 

3. Modo de preparo / receitas caseiras

  • Chá digestivo: 1 colher de sobremesa de folhas frescas ou secas para 1 xícara de água fervente. Deixar em infusão por 5 minutos, coar e tomar até 2 vezes ao dia.
  • Banho de limpeza energética: 2 a 3 ramos frescos em 2 litros de água fervente. Deixar em infusão, coar e utilizar após o banho higiênico.
  • Defumação: folhas secas queimadas lentamente para limpeza energética de ambientes.
  • Uso externo: folhas amassadas aplicadas sobre pequenas feridas e picadas de insetos, como cicatrizante natural.

 

4. Curiosidades

  • O nome “camphorata” refere-se ao cheiro característico de cânfora presente na planta.
  • Pertence ao mesmo gênero de outras plantas conhecidas mundialmente, como a artemísia-europeia (Artemisia vulgaris) e a losna (Artemisia absinthium).
  • Na medicina tradicional brasileira, é considerada uma planta de grande valor simbólico e terapêutico, especialmente no interior e em comunidades tradicionais.
  • É utilizada também na agricultura familiar como repelente natural em hortas e pomares.

 

5. Forma de cultivo
Luminosidade: ☑ Sol pleno ☑ Meia-sombra ☐ Sombra
Regas: ☐ Diárias ☑ Moderadas ☐ Eventuais
Solo: ☐ Argiloso ☐ Arenoso ☑ Bem drenado
Cultivo: ☑ Em vaso ☑ Em horta ☑ Diretamente no solo
Outros cuidados: Realizar podas regulares para estimular brotações e manter a planta compacta, aceita cultivo em vasos, jardineiras ou diretamente no solo, multiplica-se facilmente por estacas de caule ou divisão de touceiras.

 

6. Importância ecológica

  • Suas flores, embora discretas, podem atrair polinizadores pequenos.
  • Atua como planta auxiliar na horta, funcionando como repelente natural de insetos pragas.

 

7. Contraindicações

  • O uso interno deve ser moderado e feito com cautela. Contraindicada para gestantes, devido ao potencial efeito estimulante sobre o útero, e para crianças pequenas.
  • O consumo em excesso pode causar náuseas, vômitos, irritações gástricas e efeitos neurotóxicos.
  • O óleo essencial, por ser altamente concentrado, deve ser usado apenas com orientação profissional.

 

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Referências

Publicações da EMBRAPA sobre plantas medicinais nativas

Guias da Fiocruz sobre uso seguro de plantas medicinais e aromáticas

Artigos acadêmicos sobre etnobotânica e propriedades terapêuticas de Artemisia camphorata

Materiais educativos sobre hortas urbanas, jardinagem sensorial e práticas culturais de uso de plantas

 

Última atualização: junho/2025