Carqueja

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(Fotos: Parque Ecológico da Moçota)

 

Nomes populares: carqueja-amarga, carqueja-do-mato ou carquejinha
Nome científico: Baccharis trimera (Less.) DC.
Família botânica: Asteraceae (Compositae)

 

1. Descrição geral da planta

Planta herbácea ou subarbustiva, perene, de caule ereto, muito ramificada, podendo atingir de 80 cm até 1,50 m de altura. Caracteriza-se pelos caules achatados, alados, com margens onduladas ou dentadas, que exercem também a função fotossintética, pois as folhas são muito reduzidas e caem rapidamente.

As inflorescências são compostas por pequenos capítulos esbranquiçados, reunidos nas extremidades dos ramos.

É uma espécie nativa do Brasil e de outros países da América do Sul, encontrada principalmente em campos, cerrados, pastagens e bordas de matas, sendo muito utilizada na medicina popular brasileira.

 

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(Fotos: Parque Ecológico da Moçota)

 

2. Usos tradicionais

  • Medicinal popular: tradicionalmente utilizada como tônica digestiva, hepatoprotetora, diurética, depurativa, anti-inflamatória e hipoglicemiante. Usada para auxiliar no tratamento de má digestão, gastrite, problemas no fígado, retenção de líquidos, colesterol alto, diabetes e dores reumáticas.
  • Uso cultural: muito presente na fitoterapia popular brasileira, em feiras, mercados e práticas tradicionais de saúde.

 

3. Modo de preparo / receitas caseiras

  • Chá digestivo e depurativo: 1 colher de sobremesa de ramos picados para 1 xícara de água fervente. Deixar em infusão por 5 a 10 minutos, coar e tomar até 3 vezes ao dia.
  • Uso externo: banho ou compressas com o chá para alívio de dores musculares, articulares e processos inflamatórios leves (uso popular).

 

4. Curiosidades

  • O nome “trimera” faz referência às estruturas ramificadas do caule, geralmente com três alas ou gomos visíveis.
  • Existem outras espécies do gênero Baccharis também chamadas de carqueja, como Baccharis articulata e Baccharis genistelloides, sendo Baccharis trimera a mais utilizada no Brasil.
  • Estudos científicos confirmam várias de suas propriedades, especialmente as ações anti-inflamatória, antioxidante, hepatoprotetora e antidiabética.
  • É uma das plantas medicinais mais conhecidas e consumidas no Brasil, especialmente na forma de chá.

 

5. Forma de cultivo
Luminosidade: ☑ Sol pleno ☐ Meia-sombra ☐ Sombra
Regas: ☐ Diárias ☑ Moderadas ☐ Eventuais
Solo: ☑ Argiloso ☑ Arenoso ☑ Bem drenado
Outros cuidados: Crescimento rústico e resistente, multiplicação fácil por estacas ou sementes, realizar podas para estimular brotações e manter porte adequado

 

6. Importância ecológica

  • Suas flores atraem polinizadores, como abelhas e pequenos insetos, contribuindo para a biodiversidade local.
  • Atua como planta nativa de recuperação de áreas e cobertura vegetal em ambientes de campo e cerrado.

 

7. Contraindicações

  • O uso interno deve ser moderado. Contraindicada para gestantes, devido ao potencial efeito estimulante sobre o útero.
  • O consumo excessivo pode provocar hipotensão, desconforto gástrico, náuseas ou diarreia.
  • Pessoas com pressão baixa, hipoglicemia ou distúrbios gastrointestinais devem utilizar com cautela e, preferencialmente, com orientação profissional.

 

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Referências

KINUPP, Valdely Ferreira; LORENZI, Harri. Plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda., 2014.

DE A A Z: a enciclopédia das plantas medicinais: conheça o poder terapêutico de 71 substâncias naturais para você e sua família. São Paulo: Jolivi Publicações, 2020.

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL. Plantas medicinais, aromáticas e condimentares: produção e beneficiamento. Brasília: SENAR, 2017.

 

Última atualização: junho/2025