Citronela

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(Foto: Parque Ecológico da Moçota)

 

Nomes populares: capim-citronela ou citronela-de-java
Nome científico: Cymbopogon winterianus Jowitt ex Bor
Família botânica: Poaceae (Gramineae)

 

1. Descrição geral da planta

Planta herbácea, perene, de crescimento cespitoso (em touceiras), que pode atingir de 1,50 m até 2 m de altura. Possui folhas longas, estreitas, lineares, verde-intensas, com bordas cortantes e forte aroma cítrico característico, perceptível ao simples toque.

As inflorescências são pouco frequentes no cultivo, com panículas discretas, que surgem na ponta dos colmos quando a planta atinge maturidade, mas a reprodução é feita principalmente por divisão de touceiras, não por sementes.

Originária da Indonésia, especialmente da ilha de Java, a citronela é amplamente cultivada em regiões tropicais e subtropicais, incluindo o Brasil, devido ao seu uso no controle de insetos e na indústria de óleos essenciais.

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(Fotos: Parque Ecológico da Moçota)

 

2. Usos tradicionais

  • Aromática: muito utilizada como repelente natural de insetos, principalmente mosquitos, por meio de folhas frescas, óleos essenciais, velas, sachês e sprays.
  • Medicinal popular: utilizada tradicionalmente em banhos, defumações e inalações para alívio de gripes, resfriados, dores musculares, além de efeito relaxante e refrescante.
  • Uso externo: folhas são usadas em compressas e banhos para aliviar dores musculares e como antifúngico leve.

(Não é utilizada para consumo interno, pois pode ser tóxica em grandes quantidades.)

 

3. Modo de preparo / receitas caseiras

  • Repelente natural: folhas picadas espalhadas no ambiente, em janelas, portas ou varandas.
  • Spray caseiro: infusão de folhas frescas (3 a 4 folhas grandes em 500 ml de água fervente), deixar esfriar, coar e colocar em borrifador. Aplicar em ambientes e tecidos.
  • Banho relaxante: 3 a 4 folhas picadas em 2 litros de água fervente. Deixar em infusão, coar e adicionar à água do banho para efeito refrescante e levemente relaxante.
  • Defumação: folhas secas queimadas lentamente para repelir insetos e purificar ambientes.

 

4. Curiosidades

  • A citronela é uma das principais matérias-primas na indústria de óleos essenciais repelentes, utilizada na fabricação de velas, loções, sprays e incensos.
  • A substância responsável pelo cheiro característico é rica em compostos como citronelal, geraniol e citronelol, que possuem comprovada ação repelente contra mosquitos, especialmente o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.
  • Apesar da semelhança física, a citronela não é a mesma planta que o capim-santo ou capim-limão (Cymbopogon citratus), que é utilizado na culinária e na medicina popular para consumo interno.

 

5. Forma de cultivo
Luminosidade: ☑ Sol pleno ☐ Meia-sombra ☐ Sombra
Regas: ☐ Diárias ☑ Moderadas ☐ Eventuais
Solo: ☐ Argiloso ☐ Arenoso ☑ Bem drenado
Outros cuidados: Crescimento rápido, formando touceiras volumosas, podas regulares ajudam a manter o tamanho e estimulam a brotação, multiplicação feita exclusivamente por divisão de touceiras, pois não produz sementes viáveis, as bordas das folhas são cortantes — recomenda-se cuidado no manuseio.

 

 

6. Importância ecológica

  • Atua como planta auxiliar em jardins e hortas, funcionando como repelente natural de insetos.
  • Apesar do efeito repelente, suas flores, quando presentes, podem ser visitadas por alguns pequenos polinizadores, embora não seja uma planta de grande relevância para esse fim.

 

7. Contraindicações

  • Não indicada para uso interno. O consumo do chá de citronela pode causar irritações gastrointestinais e efeitos tóxicos, principalmente em crianças e animais domésticos.
  • O óleo essencial é altamente concentrado e deve ser usado diluído e com orientação adequada, evitando o contato direto com pele sensível, mucosas e olhos.
  • Manter fora do alcance de crianças e animais, especialmente gatos, que são sensíveis aos compostos da planta.

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Referências

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL. Plantas medicinais, aromáticas e condimentares: produção e beneficiamento. Brasília: SENAR, 2017.

 

Última atualização: junho/2025